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Irmão
Alan Harrod
Cargo:
Diretor Vocacional
Local:
Uganda,
África Oriental
O
Irmão Alan Harrod uniu-se à Santa Cruz quando tinha 18 anos. Agora,
já perto dos 50 anos, ele agradece a oportunidade proporcionada pela
Santa Cruz de trabalhar com jovens, nos Estados Unidos e na África.
Seja lá onde ele estiver, ele acredita que o entusiasmo juvenil de
seus estudantes faz com que ele se sinta sempre jovem.
Esta
é sua história. . .
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Não
tínhamos laboratório de línguas, retroprojetores e nem livros
didáticos. Mas as crianças estavam tão sedentas de aprender, que
só a lousa e eu éramos suficiente. |
Juntei-me à Santa Cruz aos 18 anos. A tinta ainda não havia secado
em meu diploma de segundo grau! Quando terminei meu bacharelado, fui
designado para a escola secundária de Santa Cruz em Flushing, Nova
York. Eu era um dos Irmãos mais jovens na docência e era apenas um
pouco mais velho que alguns de meus alunos.
Fiquei na Santa Cruz por seis anos e meio. Estes primeiros anos não
foram fáceis, por algum tempo, eu tinha seis aulas por dia com 45
alunos cada. Mas, o trabalho duro foi compensado pelo entusiasmo
advindo de estar cercado por jovens.
Não importa a idade – o que vale é a atitude
Em 1972, o Supervisor Provincial pediu-me para ir a
Washington como diretor da comunidade local. Eu comecei também uma
carreira maravilhosa de 17 anos na escola secundária Mackin. Comecei
como um jovem de 29 anos e terminei como um homem de meia-idade de
46 anos. No entanto, eu sempre estive rodeado de jovens, cheio de
entusiasmo. Eu também trabalhei com os párocos locais e mais velhos
na paróquia de Santo Agostinho. Aprendi com os idoso que havia
ministrado que anos não é tão importante, o que importa é a atitude
positiva.
Meu
trabalho na escola secundária Mackin terminou quando a escola
fechou. Em meus últimos quatro anos, trabalhei como vice-diretor e
diretor de estudos. Devido aos problemas causados pela epidemia de
drogas em Washington, além de outros problemas causados pela pobreza
e pelo racismo, eu passava a maior parte do dia letivo aconselhando
os estudantes. Meu trabalho administrativo tinha de esperar pelos
fins de semana e noites. O fechamento da Mackin foi muito difícil,
mas então veio um outro chamado para trabalhar com jovens, desta
vez na África Oriental.
Seguindo o chamado para ensinar e servir os jovens na África
Durante o ano letivo de 1989/90, obtive uma licença de estudos.
Uma parte maravilhosa desta licença foi ter visitado Uganda. Este
foi um novo começo para mim em um lugar transbordando de juventude e
energia. Em Uganda, um homem de 46 anos é um ancião. Os jovens têm
grande respeito pelos mais velhos e isto me ajudou a ser um pouco
mais “jovem” também.
Passei um ano em Fort Portal e gostei de ensinar francês aos alunos
da escolha secundária. Não tínhamos laboratórios de línguas,
retroprojetores e nem mesmo livros didáticos. Mas, as crianças
estavam tão sedentas de aprender, que só a lousa e eu éramos
suficientes. Então, pediram-me para ir a Jinja em Uganda, como
diretor do programa de candidatura para a Santa Cruz. Foram sete
anos maravilhosos. O entusiasmo juvenil de nossos alunos e
candidatos mantinham a minha sensação de juventude, pelo menos
interiormente.
Após
este serviço, pediram-me que assumisse os deveres de diretor
vocacional para a Congregação na África Oriental. Agora, sinto-me um
pouco como um herói legendário às vezes, pois várias pessoas na
África Oriental querem ver o diretor vocacional. Recebo visitas de
jovens na paróquia quase todos os dias. E eu também faço muitas
visitas. Meu trabalho é compensador, pois há bons jovens que querem
unir-se à Santa Cruz e servir o Senhor.
Às
vezes, após uma longa jornada, admito estar um pouco cansado. Mas os
jovens que encontro e sirvo ainda me dão energia.
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